quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Menina, mulher!



Menina, mulher!
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 25/07/2014
(Poema extraído do meu conto, "Sensações")

Como menina espio seu corpo nu,
Sua liberdade, vestido com as águas do mar,
Contagio-me com sua energia,
Com sua brincadeira!

Como mulher transformo-me
Em uma voyeur de seu corpo
Excito-me, te admiro, te desejo...
Sonho...
Com seus pelos massageando minha pele macia,
Com suas mãos explorando meu corpo!

Laço-te com minhas pernas,
Te puxo pra dentro de mim,
Pra que faça de meu corpo o seu templo
E em um ritual sacro me explore inteira com sua língua!

Quero sentir o calor umedecido de sua boca na minha
Em meu pescoço, desfrutando meus seios,
Quero-te em minhas coxas,
Em minha vulva,
Brincando com meu clitóris
Enquanto fervo como um vulcão!

Vou te beber, sentir o teu gosto,
Provocar-te, excitar-te.
Testar vários encaixes,
Sentir nossos corpos se conhecendo...
em cada centímetro...

Vamos juntos, explodir de prazer!
Nos amar no máximo ardor!
Beijemos,
Para que satisfeita eu busque seus braços
E em seu peito protetor durma como sua menina!

Sonhando



Sonhando
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 30/08/2014


Essa noite estive acompanhado, 
Não de uma pessoa apenas, mas de um brilho no olhar! 
Que me rejuvenesceu e trouxe uma imensa vontade de viver!

 Essa noite estive acompanhado, 
Não simplesmente de alguém,
 Mas de um sorriso, 
Que me levou para os cantos mais lindos da imaginação 

 Essa noite eu vivi de novo, 
Navegando pelos sonhos das curvas mais belas 
Imaginando como seria sermos um do outro. 

 Talvez nem a veja mais, 
A noite prega peças! 
Mas te ver e conhecer fez de mim um menino ou um deus 
Que sonha e suspira, 
Que vive intensamente um único segundo sentindo o seu cheiro!

Sensações



Sensações
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 31/07/2014

Já havia duas semanas que me refugiava naquele lindo cenário do litoral paulista, não quis carro, por vezes pegava um ônibus, mas minha aventura era caminhar e quando rolasse descolar alguma carona. Confesso minhas intenções iniciais, queria recuperar meus desejos, conhecer pessoas e quem sabe sentir o fogo da paixão novamente.
Mas a realidade era muito mais difícil, mal conseguir olhar para outras mulheres, qualquer casal me lembraria do amor que há alguns dias me dilacerara e pra piorar por vezes meu celular tocava, era sempre a mesma pessoa, a mulher que recusou meus sentimentos mais intensos, eu ignorava o telefone contra minha vontade e saudade de sua voz.
Naquela manhã bucólica segui meu ritual, pouco antes do sol nascer um banho de mar nu aproveitando a desertidão da praia em uma manhã de meio de semana do mês de junho. Nada como vestir seu corpo com as águas, sensação de liberdade, hora me excitava hora relaxava! Saindo do mar antes de me vestir acendi um cigarro natural na palha, contemplei o nascer do sol e em seguida vesti uma sunga e uma camiseta leve. Enquanto o fogareiro esquentava a água para o café arrumei minha barraca. Cafezinho, pão de forma, frios, tudo junto com a imagem, o cheiro e o som das águas do mar!
Mais um mergulho enquanto a praia acorda.
Saí do mar o quiosque já estava aberto e uma mesa já ocupada, mas o ocupante não estava lá. O que me chamou a atenção foi um copo de caipirinha (como era boa a caipirinha do seu João, dono do quiosque), uma caderneta e um livro do Bukowski.
Sentei em outra mesa, nem tão perto, nem tão distante, pedi uma cerveja. Nada como o primeiro gole com a boca ainda salgada do mar!
Olhando o mar vejo alguém nadando distante e brincando com as águas, contemplei sua felicidade, a distância me permitia ver muito pouco, mas eu imaginava as sensações daquela pessoa.
Conforme foi se aproximando percebi que era uma mulher o que aguçou ainda mais minha curiosidade.
Saiu das águas aquela que, se existissem os deuses, faria Hera se contorcer em fúria! Uma morena divina. Seu biquíni pequeno mostrava toda a poesia de seu corpo, das coxas até a cintura uma pantera tatuada por dentro do biquíni mexia com minha imaginação.
Ela veio em direção ao quiosque, acompanhei com um olhar discreto. Ela ocupou a mesa que falei anteriormente. Tudo aquilo me excitou bastante, aquela beleza própria de Afrodite, o livro, o copo, a praia! Ela molhava as mãos com o protetor solar e massageava seu corpo! Começou pelas canelas e panturrilha, ia subindo até os joelhos, molhava as mãos novamente e passeava por aquelas coxas queimadas de sol, pelos quadris, leve pela virilha, voltava a coxa até chegar em sua bunda macia, linda! Sentia que era pra mim, mas não queria ser tão pretensioso. Molhou as mãos novamente, dessa vez passeou pela cintura, barriga, brincou naqueles lindos seios passando o creme por dentro do biquíni, que delícia, eu viajava por toda aquela beleza!
Ela se sentou e nossos olhares se cruzaram pela primeira vez, trocamos um tímido sorriso. Pegou o copo de caipirinha e colocou o canudo em seus lábios e sugou o líquido com os olhos fechados expressando todo o prazer de quem se refresca. Tentei puxar conversa, mas ela respondeu seca e com indiferença, recuei e voltei-me à minha cerveja!
A moça pegou uma caneta e abriu sua caderneta, com muita naturalidade escrevia, rabiscava, escrevia mais, tomava um gole, lia e relia, rabiscava um pedaço, reescrevia... Arrancou a folha e passou o escrito para outra folha, rabiscou mais, reescreveu mais, transcreveu pra uma folha limpa novamente, releu, o sorriso gostoso denunciava, estava pronto o seu escrito!
Fiquei curioso, levantei como quem aprecia a imagem do mar e disfarçando tentei olhar o escrito, percebi que se tratava de um poema, mas a distância não me permitia ler! Fiquei tentando e quando percebi ela estava olhando pra mim, fiquei constrangido e me desculpei por minha invasão... Rindo ela me entregou a folha dizendo, leia fique a vontade!
Menina, mulher!

Como menina espio seu corpo nu,
Sua liberdade, vestido com as águas do mar,
Contagio-me com sua energia,
Com sua brincadeira!

Como mulher transformo-me
Em uma voyeur de seu corpo
Excito-me, te admiro, te desejo...
Sonho...
Com seus pelos massageando minha pele macia,
Com suas mãos explorando meu corpo!

Laço-te com minhas pernas,
Te puxo pra dentro de mim,
Pra que faça de meu corpo o seu templo
E em um ritual sacro me explore inteira com sua língua!

Quero sentir o calor umedecido de sua boca na minha
Em meu pescoço, desfrutando meus seios,
Quero-te em minhas coxas,
Em minha vulva,
Brincando com meu clitóris
Enquanto fervo como um vulcão!

Vou te beber, sentir o teu gosto,
Provocar-te, excitar-te.
Testar vários encaixes,
Sentir nossos corpos se conhecendo...
em cada centímetro...

Vamos juntos, explodir de prazer!
Nos amar no máximo ardor!
Beijemos,
Para que satisfeita eu busque seus braços
E em seu peito protetor durma como sua menina!

Excitei-me muito ao ler o poema, por vezes trocávamos olhares maliciosos, me excitava em imaginar uma moça tão linda me espiando e inspirando seus desejos!
Convidou-me para sentar em sua mesa, conversamos trocamos olhares, observamos o mar. Combinávamos como dois grandes amigos! Ríamos bastante! A convidei para o mar!
Entramos juntos na água, traquina me jogou água iniciando uma guerra, brincamos arteiramente, água pra todo lado, ríamos demais, uma bagunça. Pegávamos um no outro, fingindo querer derrubar, éramos duas crianças!
No meio da bagunça lacei sua cintura com meu braço, os rostos pertos se olharam profundamente em segundos tão intensos que valiam por horas! Observei cada traço daquele rosto que se adocicava, cada gota daquela água que passeava por sua pele e realçava meu desejo por seus lábios!
Nossos rostos aproximavam aos poucos, os lábios foram se encostando, se acariciando, se beijando! Nossos corpos se lançando, se unindo. Beijos intensos e duradouros como beijos adolescentes, os corpos se conheciam em cada centímetro. O sol se pôs, a tarde avermelhou -se, escureceu -se...
Mais tarde em frente a barraca esperávamos a lua! Um lençol na areia, um pratinho com salame e provolone, abri um cabernet e brindamos, evoé, falei e ouvi como resposta o evoé mais sedutor de todos...
Poesia, beijos, vinho e a lua, era tudo tão perfeito, sussurrei baixinho ao seu ouvido, Brindemos à lua, tão linda e tão perfeita!

Festejamos à carne e o nosso desejo.
Busquemos a paixão que enlouquece até os deuses
Celebremos os amores enquanto nos amamos embebidos por Dionísio!

Em seguida tomei mais um gole e dei um gole a ela e a beijei com a boca umedecida pelo vinho, aos poucos a deitei no lençol sobre a areia.
Enquanto os lábios se tocavam minhas mãos passeavam por seu corpo! Acariciei suas coxas, nádegas, cintura. Subi minha mão por suas costas e desatei o laço da parte superior de seu biquíni. Beijei seu pescoço enquanto minha mão terminava de descobrir aqueles lindos seios.
Acariciei, apalpei e os beijei, passei minha língua delicadamente pelas auréolas de seus mamilos enquanto eles se ouriçavam de tesão! Brinquei delicadamente com seus seios, meus lábios, minha língua. Uma mordida delicada na barriga enquanto descia até as pernas. Mordi a parte interna de suas coxas enquanto desatava os laços da parte inferior do biquíni!
A desnudei por completo enquanto chegava em sua virilha e abria suas pernas. Sentindo seu cheiro desejei o seu gosto. Beijei delicadamente seus lábios vaginais enquanto buscava o ponto alto de seu prazer ouvindo um profundo suspiro. Em um sensível movimento circular de minha língua comecei a brincar com seu clitóris. Chupei, brinquei, de vez enquanto introduzia a língua devagarzinho enquanto sentia aumentar seu calor e lubrificação.
Aumentava a velocidade conforme se intensificava sua respiração, até que ela puxou minha cabeça como se me quisesse inteiro dentro dela, aumentei bastante o ritmo enquanto ouvia seus gemidos de prazer até que subitamente ela me puxa dizendo "quero gozar em você".
Deitou-me encaixando-se perfeitamente em meu colo iniciando um delicioso movimento! Ela fervia sentia que iria explodir a qualquer momento rebolava com velocidade sem perder a maestria, respirava fundo, gemia. Em um grito se entregou ao gozo e me abraçou forte. Seus seios palpitavam com o bater de seu coração, sua vagina se transformara em um vulcão!
Foi me beijando enquanto sua respiração voltava a normalidade. Abraçou-me e deitou sua cabeça em meu peito, ficamos assim por alguns minutos, eu contemplava a lua cheia enquanto sentia seu corpo nu. Depois de um tempo ela levantou a cabeça e me olhou cheia de malícia, bem safada! Voltou a me beijar, foi ao meu ouvido e sussurrou, "agora é minha vez" beijou meu pescoço, segurou meu membro enrijecido massageando-o enquanto descia.
Levantou meu pênis e com sua língua levemente foi subindo por meus testículos e depois da base até a cabeça colocando ele pra dentro em um encaixe perfeito com sua boca completando cada espaço vazio.
Naquele momento a senti emocionada, me querendo por inteiro.
Encostou seus seios em minhas coxas enquanto brincava lentamente. Meu corpo se esquentava, eu passava a mão por seus cabelos enquanto admirava aquele rosto gracioso me puxando pra dentro! Ela me massageava perfeitamente com sua língua e aumentava a velocidade enquanto aumentava meu tesão! Meu corpo fervia meu pênis pulsava! Estava enlouquecido de prazer. Em chamas a puxei, beijei e a deitei de costas, encaixei-me enquanto massageava seus seios com uma das mãos! Me movimentei vigorosamente, nossas respirações aceleravam, gemidos se misturavam ao som do mar na desertidão da praia. Um grito unido denunciou o gozo mútuo, lacei seu cabelo e mordi sua nuca enquanto freava aos poucos o movimento, comecei a beijar suavemente seu pescoço curtindo o contato macio de suas nádegas em meus testículos.
Desencaixamos nos olhamos intensamente com olhar de satisfação e trocamos beijos carinhosos. Deitei-me, ela encostou sua cabeça mais uma vez em meu peito olhou para a lua e comentou "safadinha, ficou o tempo todo nos espiando" rimos juntos e ficamos um tempo contemplando a lua, como estava linda!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Horizonte e Vitória



Horizonte e Vitória
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 25/07/2014

Meu horizonte é vermelho,
Vermelho da luta, da garra e da coragem,
Vermelho da paixão
O vermelho delicado de seus lábios!

Meu dia não mais anoitece,
Pois meu coração brilha com a lembrança do brilho de seus olhos,
O brilho de Vitória...
Que ilumina e aponta ao futuro que se constrói com nossa luta!

E meu sonho cheira, seu cheiro!
Adormecido, meu corpo flutua,
Sonhando, navego por suas coxas,
Navego por sua alma!

Busco seu suspiro, busco seu sorriso
Busco seu cheiro e seu sabor,
Você menina, você mulher!
Busco me encher de ti, me encher em ti...

Meu horizonte não é uma linha reta,
Tem curvas,
Tem luta, tem prazer, tem amor...
Meu horizonte tem Vitória

Renascer o Dia



Renascer o Dia
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 08/05/2014

Seus olhos ainda não conhecia,
Nem sabia direito quem você era...
Minha única certeza,
Era da exuberância de seu corpo!
Pois não era de carne e sim de palavras!
Era tão belo como os poemas de Bandeira

A expectativa frustrou-se no primeiro encontro
Mas alguma paixão nasce sem barreiras?
E de meus sonhos nunca se afastou...

A ousadia converte-se em beijos!
De seu sabor me preencho!!!

Na noite suspiros...
Na manhã, TURBULÊNCIA!!!
Logo penso,
Na poesia nenhum amor nasce da calmaria!

Na distância só te encontro em meu sono
Mas quando o passado apaga a luz de meu dia
De seu sorriso necessito
Pra fazer renascer os meus sonhos!

E na utopia dos goles de cerveja,
Enquanto meu desejo em ti beBIA
Um novo sopro de esperança!
De que o dia novamente eu sinta...
Em meus sonhos, em minha pele!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Cinco Sentidos



Cinco Sentidos
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 17/04/2014

Sinto,
Em cada pedaço de mim...
Por dentro e por fora,
De corpo e de alma!

Sou contato,
Vivo do toque,
Do beijo, do abraço...
Do aperto de mão!

Minhas roupas deslizam por minha pele,
Jogo-as ao alto, deixo-as cair ao chão...
E o vento que sopra veste meu corpo nu!

De braços abertos peço abraço ao mundo!
E sinto...
Na areia da praia,
No alto da montanha,
Massageado pela queda de uma cachoeira!

No sol ou na garoa...
Na chuva!

As gotas que caem do céu
Escorrem de meus cabelos e umedecem meu corpo,
Meus lábios...

Meus cinco sentidos são vivos!

Me encaixo ao teu corpo molhado,
Enquanto a chuva nos cobre...
Te beijo, te cheiro,
Te ouço ao pé do meu ouvido!
Sinto sua pele e te vejo,
Te admiro extasiado!

Sou vivo enquanto sinto,
Te sinto,
Sinto o mundo!

Sou toque, sou cheiro,
Sou imagem, sou desejo,
Sou sabor, sou poesia...
Cantada ou declamada!

Sou vivo
E vivo de sensações!