quinta-feira, 17 de abril de 2014

Cinco Sentidos



Cinco Sentidos
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 17/04/2014

Sinto,
Em cada pedaço de mim...
Por dentro e por fora,
De corpo e de alma!

Sou contato,
Vivo do toque,
Do beijo, do abraço...
Do aperto de mão!

Minhas roupas deslizam por minha pele,
Jogo-as ao alto, deixo-as cair ao chão...
E o vento que sopra veste meu corpo nu!

De braços abertos peço abraço ao mundo!
E sinto...
Na areia da praia,
No alto da montanha,
Massageado pela queda de uma cachoeira!

No sol ou na garoa...
Na chuva!

As gotas que caem do céu
Escorrem de meus cabelos e umedecem meu corpo,
Meus lábios...

Meus cinco sentidos são vivos!

Me encaixo ao teu corpo molhado,
Enquanto a chuva nos cobre...
Te beijo, te cheiro,
Te ouço ao pé do meu ouvido!
Sinto sua pele e te vejo,
Te admiro extasiado!

Sou vivo enquanto sinto,
Te sinto,
Sinto o mundo!

Sou toque, sou cheiro,
Sou imagem, sou desejo,
Sou sabor, sou poesia...
Cantada ou declamada!

Sou vivo
E vivo de sensações!

terça-feira, 8 de abril de 2014

Hedonê



Hedonê
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 01/04/2014

A vida escorre,
Junto à cerveja que entorna,

Na busca pelo prazer,
Inebrio-me na fumaça que emana,
Das folhas enroladas pelas coxas cubanas.

Cheiro a cachaça
Enquanto busco a poesia

O coração partido se vagabundeia
Busca o gozo intenso
De algumas horas de toque,
Peles ferventes e lambuzadas

Passado, passado e presente,
Disputam e estraçalham o meu corpo
Entre lágrimas e risos,
Volúpia e dor

Bebo minha vida até o último gole
Só não quero deixá-la acabar antes da morte.
Para que eu não exista em uma ressaca sem fim!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Meu Horizonte




Meu Horizonte
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 08/01/2014

Fito o horizonte enquanto minhas asas crescem!
Me movo pelo amor e pelo sonho,
Pela travessura!

Nessa busca sou eu quem guia,
Mas sou facilmente influenciado pelo vento,
E também pelo movimento de seu quadris!

Meu pudor se esvai nos seios que palpitam!
Do cheiro ao encaixe,
Da pureza à malícia!

Uma eternidade em minutos,
Que me desvia da linha reta
E me leva para o pico mais alto,
No mais tortuoso caminho!

E a criança renasce,
Brinca de bombinha e corre!
É o beijo escondido, o desejo pelo corpo umedecido,
o receio da traquinagem descoberta

E meu corpo se explode em sonhos,
Entre lágrimas e risos!
Fito o horizonte
E com o vento, sigo!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Insônia




Insônia
Rodrigo Moreira Campos (Led) - novembro/2013

Quando o prazer me toca,
nas profundezas de um sonho,
Meu sono de esvai em angústias.

Perco-me...
entre os conflitos do consciente e inconsciente,
Passado e presente misturam-se nebulando todo um futuro...

E o superego grita pra ti:
_ FIQUE LONGE
O id te busca,
se enche em ti e, como criança, chora sozinho...

No ensurdecedor silêncio da madrugada
as pálpebras se recusam a fechar
O corpo só, sente...
Não há toque, não há vida...
O amor se esfacela em pétalas mortas!

sábado, 19 de outubro de 2013

Rebrilhar




Rebrilhar
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 21/09/2013

O amor enterrado vivo se descobre e faz travessuras,
No respeito ele desrespeita,
Como criança arteira!

No abraço protetor sinto o seio,
Que reacende calorosos desejos.
Entre o toque das peles sinto o clamor,
Me desfaria agora em caricias,
Para desatar cada nó de seu corpo

E a cor do luar refletido fez minha alma transitar
De menino pra homem, de homem pra menino!

As mãos se encontram,
Com elas o receio...
Quero arrancar a casca coagulada do amor contido
E mergulhar de novo nesse brilho...

E a cor do luar refletido ainda faz minha alma transitar
De menino pra homem, de homem pra menino!

O poeta



O poeta
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 02/08/2013

Eu vejo o poeta, ele ri, gargalha!
Canta as notas de um mundo novo,
O poeta declama e espalha alegria e esperança!
Também se revolta e briga!
Está de pé enfrentando qualquer injustiça!

Eu vejo o poeta, ele tem vários amores!
Tá em seus versos, ele está sempre conquistando!

Mas espera aí, o que estou vendo?
O poeta sozinho,
Em sua casa, em seu quarto,
Em um banheiro qualquer...
Vagando nas ruas, em becos,
Numa esquina escura...

O que acontece?
Ele não ri, ele não se revolta...
Não tem ninguém!
O poeta chora e não lhe sobra tempo pra mais nada...