domingo, 12 de junho de 2016

Forasteira



Forasteira
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 12/06/16

 Meio ao escuro da solidão,
Ela, forasteira,
Furtivamente acende a luz.

Meus olhos se abrem,
A fitam em festa
E enamoram seu olhar.

E nesta noite bárbara,
De fora, toca minha alma
E com as coxas, laça meu corpo.

Meio ao escuro da noite,
Ela, forasteira,
Faz de seu sorriso, meu farol.

E na volúpia de seu cheiro
O poeta renasce,
Romanceando a vida.

Perco-me em sua alma,
Esqueço passado, esqueço futuro,
Totalizo o agora, nela.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Bela, recatada e do lar



Bela, recatada e do lar
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 26/04/2016

Bela, recatada e do lar
Bela, de luta e do bar
Linda, desbocada e da luta
Mulher, dona de si como ela quiser.

Negra, loira,
índia ou oriental
Magra, sarada ou gorda
Uma beleza fenomenal.

Pois o mais belo do ser
não sai da forma, nem do padrão moral

Mas...
por mais que eu ame suas curvas
O mais lindo está na essência
Na ousadia de quem esteve
Na fogueira e na presidência

Mulher,
A primeira revolução tem a sua marca
Também foi a primeira a ser escravizada
E por toda sua história,
De burca ou de shortinho deve ser respeitada

E ela,
Recatada, desbocada ou ousada
Do lar, do bar ou da luta
É sempre mulher, é sempre bela, é dela!

terça-feira, 22 de março de 2016

Não Vai ter Golpe



Não Vai ter Golpe
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 22/03/2016

 Pelo sangue derramado,
Das mulheres e homens da natureza
Pela luta indígena por seu povo
Eu grito alto: "Não vai ter Golpe"

Pelo sangue derramado
Das negras e negros africanos
Sequestrados, torturados e estuprados.
Por sua heróica 
luta contra a escravidão
Eu grito alto "Não vai ter Golpe"

Pelo sangue derramado,
Dos inconfidentes republicanos
Por sua luta por um novo Brasil
Eu grito alto "Não vai ter Golpe"

Pelo sangue derramado,
De operários insurgentes
Por sua luta contra o capital
Que pararam as fábricas em greve geral
Eu grito alto "Não vai ter Golpe"

Pelo sangue derramado,
De quem deixou o conforto do lar,
Pra no velho mundo erguer a bandeira da liberdade
E derrotar a besta fascista
Eu grito alto "Não vai ter Golpe"

Pelo sangue derramado,
Em um heróico suicídio
De quem saiu da vida pra entrar para história
Eu grito alto "Não vai ter Golpe"

Pelo sangue derramado,
De quem ousou não abaixar a cabeça.
E enfrentou os saqueadores da pátria em 64
Eu grito alto "Não vai ter Golpe"

Pelo sangue derramado,
De brasileiros do campo e da cidade
Que de arma em punho enfrentaram
Seus poderosos algozes militares
Eu grito alto "Não vai ter Golpe"

Pela ousadia e alegria
Do povo Brasileiro
Que se apropriou da democracia
A custo de sangue
Pra começar a construir um novo Brasil
Eu grito alto "Não vai ter Golpe"

Por amar meu Brasil,
E ter em minha alma
A herança do heróico e combativo povo brasileiro
Eu grito alto "Não vai ter Golpe"

Por meu Brasil,
Eu enfrento a sede sanguinária do império
Gritando bem alto "NÃO VAI TER GOLPE"

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Catalisadora



Catalisadora
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 14/02/2016

 O sol brilha mais forte
Quando refletido por sua pele
E no intenso brilho de seu sorriso.

E o eu está adormecido,
Minha tarde bucólica é toda ela

Enrolo meus dedos em seus cachos
Aos poucos vou sentindo seus lábios
Seu gosto temperado pela água marina

E o eu acorda,
Se anima e se contamina nela

Mergulho em sua pele morena
Em seu corpo, escrevo meu mais novo poema
Com a tinta de minha saliva

E o eu irradia,
Brilha e dança com o combustível que exala dela

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Nosso Carnaval



Nosso Carnaval

 “Ao grupo do Velho Buk”
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 06/01/2016


 Dos pixels do mundo virtual
Nasce um grupo
que em minhas loucuras se tornava real

O maestro é o velho safado
Ele trás a combustão do álcool
E não deixa a poesia parar
Alimentando-nos com os versos mais ousados

E a galera agita
Formando um belo bar
Às vezes o grupo hiberna
Também há ressaca nessa taverna.

E nesse grupo, nesse boteco,
Tem cada personalidade,
Tem eu, o Led.
Que nem poeta sou de verdade.
Brinco com as palavras e versos,
Chapo, gozo, sonho... fujo da realidade

Tem a Mini, nossa ninfetinha
Que posa para as fotos do velho Buk,
Sai cada pintura...
Toda pequena, toda delícinha.

Entre a malícia e a inocência,
Se faz uma grande poetisa,
E em nossos ouvidos,
Canta os versos mais picantes.
E enlouquece nossos sentidos

Tem o Frugis, cabra ousado
Do velho bebe, sua maestria
E nas cordas do violão
Transforma o pornográfico na mais bela poesia

O que dizer da Fê, as curvas mais belas,
Olhar profundo, lábios carnudos.
Se fossemos o Olimpo, Afrodite seria ela,
Em seu caminho as flores nascem
A paixão exala e nos deixa mudo.

E o Samuca, nosso bohêmio,
Chapa e sonha com mais uma amada,
Parceiro de copo, grandes conversas
Com ele o boteco nunca desanimava.

Tem também a Carlinha, nossa musa discreta.
Sua vida é um livro de contos excitantes.
Em suas viagens por onde passa
Ela ama, ela goza, ela vive
Nos ensinando a curtir a vida em modo incessante.

E o Brunão, apóstolo do Buk
Como Apolo sempre atuante
Enche de paixão as mais belas meninas
Me apresentou ao querido Velho.
E faz até uma igreja
Tornar-se nossa capela libertina

Tem ainda Doni e Giba
Que só aparecem quando estão chapados.
Brincam, conversam, curtem...
Depois caminham até o bar do lado.

Tudo isso aconteceu
Lá no mundo virtual.
Mais sonho com essa galera,
se encontrando num grande carnaval,

Uma suruba de poesias,
Conversas, risadas e um brinde ao nosso Velho.
Contagiando o mundo em volta
Expelindo amor e rebeldia.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Negro sorriso



Negro sorriso
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 24/11/2015

 Na felicidade
De uma noite entre amigos,
No vai e vem
Das conversas embebidas em alegria

Como um farol luminoso
Algo me chama a atenção
Era o brilho daquele sorriso...
daquela menina, daquela mulher,
Mulher negra!

Negra de luta,
Negra de sonhos,
Negra de alegria!

"O tempo não para"
Mas para mim parou!
Minha órbita era seu sorriso
Meu objetivo era seu olhar

Adocicado pela cerveja,
Maliciado pela travessura
A noite seguia
Desejoso pela volúpia
daquela negra beleza brasileira!