Só mais única
Rodrigo Moreira Campos (Led) - 17/10/2023
Entre curvas, ciclos e rupturas,
O poeta escreve sua vida! Sem ponderação, ele romantiza, essa é sua essência, fazer do vulgar, poesia! Mas também há versos na realidade concreta! Saber que tudo tem um fim, Sua vida não é um filme hollywoodiano, Que protagonizamos como personagem principal! Nossa História, é só mais uma... Tão comum e banal quanto a de qualquer outro, O mundo não para quando você sofre, Nem brilha mais forte quando realiza seus sonhos! Seus desejos mais profundos, São especiais, só para você... E não adianta você querê-los Quando realizá-los, depende de outro ser... Perceba quando não há o que fazer, Quando o mais digno é aceitar, Uma História se finda, Mas não é o fim de sua vida! Mas o poeta mergulha em intensidade! Sofrer é permitido, faz parte! Mas é só no aceite do fim, Que sua caneta escreve novas possibilidades! Então rabisque, pois enquanto houver vida, Novas poesias podem ser escritas, Novos prazeres podem ser bebidos... de gole a gole, sua intensidade absorvida! A sua História só termina com sua morte! Não deixe que ela ocorra em vida... Viva, seja vivo, seja poesia! |
quarta-feira, 18 de outubro de 2023
Só mais única
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É possível flertar com as palavras?
ResponderExcluirAs palavras são mais reais que os seres humanos que as imitam.
O fato é que a verdade dita liberta mais que a ação; agir talvez seja somente um delírio da nossa imaginação.
Sendo assim, falar é a vida provando que existimos e permanecemos para pronunciá-las.
Por isso, quero namorá-las eternamente.
Enamorei-me por tais palavras!
ResponderExcluirFico contente que ficou enamorado por tais palavras!
ResponderExcluirProfê Rô, sua poesia me fez pensar que aceitar o ponto final é, na verdade, um ato de dignidade. A gente gasta muita energia tentando ser o herói de um filme de Hollywood, mas a vida real é mais comum e, por isso mesmo, mais libertadora. O mundo não para pelo nosso sofrimento, e entender que não somos o centro de tudo tira um peso enorme dos ombros.
ResponderExcluirO fim não é o vazio; é a margem que dá forma ao rio. Beber o gole amargo da realidade faz parte, mas a gente não pode se afogar nele. O mais nobre é saber quando a nossa história em um lugar terminou para podermos buscar novos portos e novos cais. Enquanto houver vida, a caneta está na nossa mão para escrever novas poesias, de gole em gole, trocando a pele antiga por uma nova. O importante é não deixar a alma morrer enquanto o corpo ainda respira. Vamos em frente, escrevendo o hoje sem rascunho!"
Essa é a magia da vida, ela perde todo o brilho quando tentamos enjaula-la! Amei a alusão ao gole amargo da realidade sem nos afogar nele. Para "vencermos" em nosso processo evolutivo, a biologia nos presenteou com um número maior de neurotransmissores para dor, do que para o prazer! O sofrimento nos transforma enquanto o deleite nos conforta!
ExcluirPuxa, Profê, que aula! É fascinante essa perspectiva de que a nossa biologia nos 'programou' com mais receptores para a dor justamente para nos forçar a evoluir. Faz todo sentido: o prazer nos dá o descanso necessário, mas é o desconforto que nos tira da inércia e nos lapida.
ExcluirComo você disse, a magia da vida está justamente em não tentar enjaulá-la ou controlar o incontrolável, pois é aí que ela perde o brilho. Aceitar esse 'gole amargo' não é se entregar ao sofrimento, mas entender que ele é o combustível da nossa própria metamorfose. Seguimos assim, trocando a pele e deixando a vida fluir, transformando cada processo em aprendizado. Adorei essa nossa troca! 😊 😉